Posso dizer q a minha vida até hoje tem corrido bem.
Claro, há sempre qualquer coisa a reclamar. Para dizer a verdade não tenho grande sorte ao amor. Quer dizer, já experienciei vários tipos de amor, mas no entanto continuo sozinha. Existiu o 1º amor – uma coisa assolapada. Demorei quase 2 anos, até conseguir que o rapaz olhasse para mim. Tinha eu 17 e ele 21. Quando o consegui, começamos finalmente a namorar e ao fim de 6 meses já estava farta dele (lol). Claro q a diferença de idades não ajudava: estava eu na flor da juventude, a querer experimentar tudo e mais alguma coisa, esta ele a querer uma relação séria. Claro q n funcionou. Troquei-o p outro, q – ironia das ironias – também me trocou p outra. Seguiram-se várias relações, sendo que todas tinham um sabor amargo, procurando sempre algo melhor. Quando finalmente conheci o grande amor, e estava preparada par vivê-lo em força, ele recuou. E aquilo q pensei q fosse o meu grade amor, tornou-se no meu 1º desgosto de amor.
Doeu bastante, a recuperação foi dolorosa. Mas como sabemos, tudo passa.
Hoje em dia prefiro estar sozinha, c a minha melhor amiga e companheira: a minha cadela. Sou feliz assim mesmo, sozinha à minha maneira.
De facto acho que sou uma sortuda: tenho uma família q amo, onde qualquer desculpa serve para nos encontrarmos p almoçar, jantar, ou simplesmente p estarmos juntos.
Adoro o que faço, mesmo que as vezes me apeteça matar alguém. Tenho um bom ordenado que me permite acalmar a necessidade consumista que de vez em quando aparece em força, coisa que maioria das pessoas não pode fazer.
Fico completamente rendida, quando passeio a minha cadela durante o dia, e passo nos playgrounds das crianças, e as oiço a rir, um riso de tal maneira puro e inocente, que me provoca o riso a mim também. E as festinhas e a curiosidade em volta da Branca, e eles/as a imitarem o ladrar dela – muito fofo!
Aperceber-me que afinal não estou assim tão gorda – aquelas calças servem! – e correr imediatamente para me deliciar com o petit gateau (cuja receita maravilhosa foi a minha mãe que descobriu) ou com os crepes do Continente.
Tenho uma casa perfeita (tirando a infiltração num dos quartos e o vizinho que liga a música indiana as 7h da manhã, fazendo-me bater na parede aos murros!) a que chamo o meu lar.
Adoro a novidade, não ter planos, e de um momento para o outro preparar um piquenique e levar o meu sobrinho ao parque e tirar imensas fotografias. Sentar-me na varanda ao fim da tarde a ver o pôr-do-sol, a comer tremoços e beber panachê.
Preparar um repasto de petisco só para mim, acompanhado de uma bela sangra, e no fim do jantar sentir-me mais leve, mais divertida, e também por vezes dormente (:P).
Enfim, são estas pequenas coisas que completam o meu dia. Se é Perfeito? Não é. Mas se o fosse, tornava-se chato!

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