segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A mentira.

No outro dia deparei-me com uma mentira. E fiquei a pensar: Porque mentem as pessoas?
É claro que toda a gente já mentiu quando eram mais novos. Mas na idade adulta, porque se mente? Existem as mentiras piedosas, como no exemplo de quando as mulheres perguntam aos maridos se estão mais gordas, e ele respondem carinhosamente: "Não, querida, estás óptima" (e a realidade não é bem assim).
Mas no dia-a-dia da nossa vida adulta, porque existe necessidade de se mentir? Quando estamos numa relação é suposto haver confiança, e a mais pequena das mentiras pode deitar tudo a perder! Tão simples como a confiança ser a base de toda uma relação e quando essa é quebrada, torna-se muito difícil voltar ao patamar que se tinha antes da mentira, é difícil recuperar a confiança.
Continuo em busca do porquê isto acontecer. Quando somos pessoas adulta e queremos estar numa relação séria, não existe espaço para a mentira. Por mais maus que sejam os factos, dados, ou palavras, é sempre preferível dizer-se a verdade e enfrentar as consequências com a cabeça erguida, consciente de que se fez o correcto. Agora quando isso não acontece e a mentira é descoberta, apenas resta ao seu executante recolher-se e envergonhar-se do seu acto, retirando-se miseravelmente de cena. Mas acima de tudo reconhecer a sua culpa. Se isso não acontecer, então de facto, existe um problema sério sendo que a pessoa em causa não sabe que magoou a outra, que o que fez está errado, que mente já sem se dar conta, com a desculpa de que é para não magoar a pessoa em causa.
E porquê mentir?! Quando se está numa relação amorosa, ou mesmo numa amizade, a mentira acaba por consumir tudo. Excepto no caso de quando essa pessoa pensa: "ele/a nunca irá saber" - então aí é um assumir de coisas de tal maneira grave que a pessoa já nem se apercebe. Chega a um ponto que as mentiras são tantas, que já não se destinguem da realidade.
Não seria muito melhor uma vida sem mentiras, sem enganos, onde tudo é real, verdadeiro (mesmo que a verdade magoe)? Onde tudo o que se diz, se sente realmente?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O mundial e Portugal.

O mundial! Ai o mundial!
Com grande tristeza o "nosso" Portugal foi eliminado do mundial.
Com toda todas as polémicas à volta dele, desde o jacuzzi e a namorada do Cristiano Ronaldo passando pela suposta lesão do Nani e dos confrontos de Deco com o treinador, aconteceu de tudo um pouco. E dps, claro, nós Portugueses esperamos um desempenho fenomenal numa equipe que se encontra desconcentrada, desunida e principalmente sem fé.
Com todo o apoio dado pelos adeptos, desde as isonorizáveis vovuzelas, às bandeiras espalhadas por todo o país em apoio à selecção, nada foi suficiente para evitar a derrota. Depois dos primeiros jogos "mornos" sem golos, ganhamos uma nova esperança frente à Coreia com um incrível resultado de 7-0. Nem os próprios jogadores queriam acreditar, e os últimos golos já eram pautados pela boa disposição e brincadeira presentes nos jogadores.
Neste último jogo ganharam, todos os adeptos, uma nova esperança num resultado igualmente fantástico, especialmente contra a nossa eterna inimiga Espanha. E mais uma vez fomos derrotados profissionalmente, pela equipe contrária, possuidora duma táctica de jogo altamente estudada, que obteve um resultado equiparado ao trabalho demonstrado.
E a equipe Portuguesa, mais uma vez regressa a Portugal de cabeça baixa, com muita polémica à mistura como de costume. As acusações ao treinador não demoraram a fazer-se sentir e os jogadores que também têm culpa no resultado, uma vez que o treinador só distrubui a táctica, acusaram-no injustamente de ter originado o resultado final.
Enfim, voltamos ao dia a dia, com a possibilidade de escolher outra equipe para apoiar, que não a nossa, numa tentativa infrutífera de desfrutar ainda de qualquer emoção do mundial.

Coicidências.

Q existem coincidências, já todos sabemos. Mas será que existem mesmo ou serão apenas fruto do nosso desejo ou imaginação em obter algo mágico, algo em que se possa acreditar?
Quando achamos que uma simples música que provoca uma coincidência poderá significar algo, apenas estamos a arranjar uma esperamça para algo. As coinidências são baseadas na necessidade do ser humano em ter algo em que acreditar. Quantas vezes não passamos já por isso?
"Conheci um rapaz giro, e voltei a encontrá-lo mais tarde, noutro local - será que é ele o meu prícipe?", embora afirmemos que não acreditamos na magia do Amor ou na necessidade de magia, ela está lá. Todos queremos acreditar que um qualquer acto significa algo transcendente, fora do nosso alcance, e claro, algo de bom.
Em que queremos, nós de facto, acreditar? Na magia? Será que não queremos apenas enfrentar a dura realidade em que vivemos, e recorremos a desculpas?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A recordação de um grande Amor não dura para sempre. É já apenas uma recordação.

Tudo não passa de uma ilusão!
Toda aquela magia, ansiedade, expectativa de mudança, empenho... Tudo muda, e volta ao mesmo. Os mesmos problemas, as mesmas desconfianças e acima de tudo: a desilusão. De repente o que parecia tão bonito e certo, já não é mais. Volto a recordar-me de todas as coisas más, da razão porque te deixei da primeira vez.
De início tudo parece diferente, novas perspectivas, objectivos, certezas. Mas depois, volta tudo ao mesmo. E se formos a ver a relação que eu não queria instalou-se de novo. Sei que não é contigo que vou ficar, embora quisesse. Ou melhor, quis. Noutro tempo.
Agora sei apenas que não és o que quero, a nossa relação serve apenas para colmatar a falta de carinho existente em mim, mas a verdadeira relação não será contigo. Olho para trás, e vejo que nada é o que queria. O romantismo, os pequenos gestos de amor, o carinho, a tua presença... Nada existe. A relação tornou-se exactamente no que querias, não dá trabalho, não exige grande esforço. E eu quero enganar-me a mim própria baseada na esperança que mudes, mas isso não acontece. E apercebo-me que de novo estou onde não quero. Gosto de ti. Já nem sequer imagino o meu futuro contigo, porque não mudas comigo, não me queres na tua vida, excepto por breves momentos, quiça para preencher uma qualquer falta que também tens. Coisas simples como dizer "Amo-te" sem vergonha ou medo, estarmos juntos quando queremos, gritar ao mundo que nos amamos, escrever e dizer palavras de Amor, fazer planos... Nada disso existe. Fazes-me feliz temporariamente, mas não é assim que é suposto ser. Não quero ficar zangada porque não ligas, não quero sentir tanto a tua falta e tu não sentires o mesmo.
Quero alguém presente, de modo permanente. Com objectivos. Com cartas e palavras de amor. Surpresas, coisas simple. Sem medo. Que me queira realmente. Queira mesmo estar comigo nos bons e mau momentos. Alguém que se aperceba dos meus problemas e angústias e me console.
E não és tu que eu quero. Não me preenches. E isso eu sei...
Já não és um grande Amor. És apenas a recordação de algo que pensei que fosses, de alguém de um dia me imaginei ao lado, para viver a vida intensamente.
Para sempre.

domingo, 6 de junho de 2010

Insatisfeita

Finalmente de férias. Tenho tempo para fazer aquilo que gosto, embora saiba que daqui por uns dias já estarei saturada das ditas férias, e começarei a pensar que sinto falta do meu trabalho. Hoje soube-me bem. Acordar tarde, cuidar da casa, almoço em família, fazer o trabalho da faculdade, passear a minha cadela (Amor da minha vida), ver filmes, fazer o jantar enquanto me delicio com um copo de Lambrusco fresquinho, ouvir música e ver séries de televisão. Para amanhã já planeio ir à piscina, sem saber se de facto irei na verdade, porque aparece sempre a preguiça de última hora. O que queria mesmo era ir à praia, mas o tempo ainda não está suficientemente certo, com calor suficiente para me esticar a torrar na areia da praia, e arriscar apenas os dedos dos pés na água fria do mar.
O que me vale mesmo é a faculdade, sempre me distraio, sendo que estou no período pós-laboral. Em pleno Verão irei conseguir estar o dia (quase) todo na praia, vir a casa passear a minha bichinha, e ir para as aulas. Realmente chego à conclusão que é muito melhor fazer a faculdade agora, com 28 anos, do que quando a iniciei, aos 18. Na altura tudo me parecia aborrecido, e a voltade era muito pouca. Tive sorte, e persegui o meu emprego de sonho, e consegui-o. Sou feliz com o que faço, mas acho que também temos que ter um escape, e no meus caso são os estudos. Quase 10 anos depois, dou por mim a gostar de ir para as aulas, estar com os colegas, com os professores, conversar, estudar, fazer os trabalhos de grupo.
Realmente a minha vida nunca teve o seguimento das pessoas (ditas) normais, e mais uma vez se comprova.
Mas sou feliz assim, tal como é :)

O que para aqui vai...

É estranho. Tudo é estranho.
Quero o que qualquer pessoa quer: um Amor. Como se costuma dizer: um "true love". Mas é assim tão difícil?
Sou uma pessoa perfeitamente normal, engraçada, divertida, que gosta de aventura, de conversar, de rir.
E porque é que os homens decentes estão escassos? Todo este medo de compromisso que se instalou, esta facilidade em descartar relações, sempre em busca de algo melhor, de algo mais excitante...
Sei que é preciso esforço para se manter uma relação. Tem que se cuidar, manter, esmerar. As pequenas surpresas e novidades fazem milagres, especialmente para mim, que continuo a ser uma romântica incurável. Continuo a gostar que me apanhem um malmequer, que me escrevam um bilhete, me "embrulhem" beijinhos, ao invés dos jantares e prendas caríssimas que os homens sempre se fiam.
Não exijo muito, quero Amor, carinho, companheirismo, poder almoçar com a minha família e com "ele", miminhos, cafoné, dizer q te "Amo" quando me apetecer, programar um fim-de-semana de surpresa...
Coisas simples, sem estar sempre a pensar: "Será q já posso fazer isto, ou é muito cedo, será que ele se sente pressionado, será que não vao gostar, vai fugir de mim?"
Quero uma relação séria, com tudo a que tenho direito, com planos de um futuro em comum, com objectivos, com os dois pés na relação e sem medos. Sem famílias a pressionar, ou a questionar. Quero morar junto, apreciar um final de tarde na varanda da minha (futura) vivenda, na companhia da minha cadela. Quero poder adormecer e acordar feliz, enfim, gozar a vida com alguém que me queira e invista igualmente.
Será assim tão difícil?